Ontem, o ETF de Bitcoin à vista da BlackRock, o IBIT, registrou uma saída líquida recorde de US$ 418,1 milhões, enquanto a queda da criptomoeda entrou em seu quarto dia consecutivo, pressionada pelos planos tarifários do presidente Trump. Apesar de acumular perdas de US$ 741,1 milhões nesta semana, o IBIT continua sendo o maior ETF de Bitcoin à vista nos EUA, com mais de US$ 40,2 bilhões em entradas líquidas totais e US$ 51,6 bilhões em ativos sob gestão. O IBIT também mantém uma participação dominante de 72% no mercado de ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, respondendo por US$ 4,1 bilhões do volume total de negociações de US$ 5,7 bilhões registrado na quarta-feira.
Os ETFs de Ethereum à vista nos EUA também registraram saídas líquidas de US$ 94,3 milhões, principalmente devido ao produto ETHA da BlackRock, que teve retiradas de US$ 69,8 milhões. Nos últimos cinco dias, as saídas totais atingiram US$ 244,4 milhões.
Especialistas atribuem os fluxos de saída dos ETFs de Bitcoin e Ethereum a vários fatores, incluindo a realização de lucros após a recente alta das criptomoedas e preocupações com o crescimento futuro do mercado de ativos digitais. A incerteza em torno da política tributária do governo Trump também pesa sobre o mercado, com investidores temendo que novas tarifas possam impactar negativamente o crescimento econômico global e, consequentemente, a demanda por ativos de risco, como criptomoedas.
Apesar das recentes saídas de capital, a perspectiva de longo prazo para o Bitcoin permanece otimista. Muitos analistas ainda acreditam que a criptomoeda tem forte potencial de crescimento e que os ETFs à vista atrairão fluxos de capital significativos no futuro.
Ao mesmo tempo, cresce o interesse por outras criptomoedas, como Ethereum e Solana, refletido nos planos da Bitwise e da DTCC de lançar novos ETFs. Isso pode ajudar a diversificar ainda mais o mercado cripto e ampliar o acesso aos ativos digitais tanto para investidores de varejo quanto institucionais.